Ora aqui está uma coisa com a qual não concordo nada...
Esta noticia que saiu no canal de negócios é uma vergonha para o nosso pais!
Audi A4 e A6 serão os carros sorteados no novo concurso da factura da sorte!
Acho isto uma vergonha porque andamos todos a falar sobre as dificuldades, sobre os luxos e sobre contenção, sobre os nossos deficits comerciais e como importamos mais do que exportamos, sobre como deveríamos estar a viver com as nossas possibilidades, etc... E vamos comprar carros alemães para oferecer?
Antes de mais existe alguma injustiça social neste concurso, onde antes de mais só pode concorrer quem tem facturas. É claro que só pode ter facturas quem consome e pede factura o que desde logo é algo injusto e que favorece os que mais gastam. Pode mesmo ser encarado como um novo incentivo ao consumo que tanto temos andado a criticar... A bem do combate à evasão fiscal foi pensada esta medida, que é questionável mas que aceito como parte de um conjunto de medidas destinadas a combater a fraude e evasão fiscais.
Agora o que não concordo é que o estado vá gastar, quando não gasta com outras coisas, dinheiro em mais carros de Luxo, Audi, Mercedez, BMW etc para criar um sorteio. Se é para gastar dinheiro então o mesmo dinheiro poderia ser gasto quem sabe na contratação de mais inspectores para as finanças que seria muito mais bem empregue e diminuía o desemprego.
Estamos a falar de 54 Audi's! 54! Se cada um custar, digamos 35.000€ estamos a falar de mais de 1.890.000€! Quase dois milhões de Euros! Mas estão Loucos? O que se pode fazer com esse dinheiro? Poderíamos pagar muitos salários ou não cortar em coisas fundamentais como cuidados de saúde... Nos milhares de milhões de Euros do nosso orçamento pode parecer coisa pouca, mas a verdade é que andam sempre a caça de todas a ninharia e já muitas vezes vimos noticias onde se corta algo que todos nós consideramos importante para poupar verbas muito menores...
Mas tudo bem.
Esta é uma outra abordagem que visa, por todos os cidadãos a fiscalizar para o estado. Tudo bem. Não sei se será ético, mas também não é muito ético aqueles que fogem toda a vida ao fisco, vivem bem e nada contribuem pondo todos os outros a pagar para eles e gerando dificuldades adicionais através de uma concorrência desleal para com todos os outros que cumprem a lei.
Mas, o estado não tem dinheiro; O pais não tem dinheiro;
Mais um envio de dinheiro para a Alemanha e para as suas empresas de carros?
Então o estado não teria em casa, carros de serviço usados (normalmente esta malta dos serviços do estado não anda propriamente em renaul clio), automóveis confiscados em casos de crimes vários ou alterações nos serviços do estado ou empresas municipais? Temos por acaso falta de carros no estado? Acho que não!
Ou então, nos outros casos em que existem crimes e em que várias viaturas são apreendidas não se poderia encontrar forma de as usar para este propósito? Voltar a colocar esses materiais a servirem para alguma coisa "dando" aos portugueses essas viaturas que o estado não precisa ou não quer? Acho que se encontraria uma forma de isso poder ser feito... Se esses carros muitas vezes vão para leilões onde são sempre vendidos a uns que estão por dentro do circuito e que os compram por ninharias, seria muito mais rentável para o estado em termos de valor. Muito melhor relação de obter rendimento pelo valor em causa.
Alem disso, isto é a treta do carro. Que como já referi é tudo o que este governo vem vindo a dizer que deveria ser combatido e que nos trouxe a esta situação da Troika. O consumo e apetite por carros de Luxo e outras coisas do género...
Então o estado não poderia pegar nesse mesmo dinheiro e sortear o dinheiro em vez do carro?
Então o estado não poderia optar por sortear créditos fiscais aos contribuintes no mesmo valor? Ou quem sabe até mais? Então o estado não poderia procurar por exemplo apartamentos que estão devolutos ou pendurados nos bancos para oferecer pelo mesmo valor?
Não acredito que não existissem melhores formas de fazer esta acção. Onde o dinheiro não fosse enviado para fora do pais para dar coisas que eventualmente quem vai receber, algum milionário de cascais com 3 ferraris na garagem, não precisa...
Essa é a lei das probabilidades. Como provavelmente isto irá para quem tem mais dinheiro, possivelmente não será útil para quem vai receber. Mas o dinheiro vai ser gasto e quem lucra? Os Alemães que estão a precisar do nosso consumo. Se nós não consumimos, colocam o estado a consumir.
Se sair a um pobre diabo que está aflito porque lhe estão a cortar a reforma e já não tem dinheiro para os medicamentos de que lhe serve um Audi A6? para ter parado à porta? Nem pode, pois só o imposto de selo é mais do que ele pode pagar...
Ao fim deste tempo de Troika, acho que já deveríamos ter começado a ser inteligentes e a aprender alguma coisa. Nomeadamente em evitar o mais possível em dar dinheiro aos outros. Nomeadamente aos Alemães que nunca estão na disposição de nos darem nada... Precisam do nosso dinheiro, das nossas compras mas depois somos uns calões que vivemos acima das possibilidade e que deveríamos era trabalhar mais para pagar o que lhes devemos. É por isto que lhes devemos. Porque não somos capazes de encontrar formas melhores de fazer as coisas. Nos tempos que correm, tudo, mas mesmo tudo o que se possa deveria ser nacional. Ficar no pais, cortar todas as saídas possíveis para o exterior de dinheiro. E o estado deveria dar o exemplo.
Já deveríamos ver e saber que os nossos "amigos" só querem é que a gente consuma os seus carros de luxo.
Já deveríamos saber que não deveríamos fomentar isto.
Já deveríamos saber que temos de pensar em nós e nada dar aos outros que não nos apoiam.
Ao destes anos de troika já deveríamos saber...
Parece que não. Apenas estamos a espera de poder, alguns pelo menos, aqueles que sempre se tem dado bem apesar das crises, voltar a poder comprar Audis novos para mostrar aos vizinhos.
Deviam ter vergonha.
Coisas de tontos
Existem várias coisas tontas e menos tontas sobre as quais podemos falar. Aqui vamos falar de muitas. Todos os temas e assuntos são dignos de serem apresentados. Queremos ser um Blog generalista com um pouco de tudo, desde piadas a assuntos financeiros.
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segunda-feira, 24 de março de 2014
Factura da treta
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sábado, 22 de setembro de 2012
Vinhos portugueses em alta com 153 medalhas em Berlim
Os vinhos portugueses conquistaram 153 medalhas no Concurso Internacional "Mundus Vini 2012", a maior 'prova cega' do mundo, na Alemanha, informou hoje o AICEP Berlim, em comunicado.
Os vinhos portugueses conquistaram 153 medalhas no Concurso Internacional "Mundus Vini 2012", na Alemanha, batendo assim o seu recorde anterior neste certame (139 medalhas em 2011), informou hoje o AICEP Berlim, em comunicado.
O "Mundus Vini 2012" foi organizado pela 12.ª vez pela editora alemã especializada em vinhos e bebidas alcoólicas Meininger Verlag GmbH. No conurso deste ano participaram 6.019 vinhos de 44 países (em 2011 foram 6.029 vinhos de 42 países).
O júri formado por 300 especialistas de 46 países, provou todos os vinhos, conforme o regulamento da "Organisation Internationale de la Vigne et du Vin (OIV)" o que tornou o evento a maior "prova cega" de vinhos do mundo.
No total, foram premiados 1.875 vinhos, e os vinhos portugueses, com 153 medalhas (123 em 2010, 139 em 2011), ocuparam o quinto lugar na avaliação dos países participantes.
O grupo português Enoport United Wines, com cinco medalhas de ouro e 10 de prata, foi considerado o melhor produtor europeu do "Mundus Vini 2012".
Entretanto, a editora Meininger Verlag GmbH, em cooperação com a ViniPortugal, publicou esta semana na sua revista mensal Weinwirtschaft, um destaque intitulado "Tudo menos Monótono", sobre o potencial dos vinhos portugueses no mercado alemão.
A Alemanha importou, no ano passado, vinhos portugueses no valor total de 34 milhões de euros, segundo a AICEP Berlim.
Ler mais: http://expresso.sapo.pt/vinhos-portugueses-conquistam-153-medalhas-em-berlim=f754599#ixzz271GMs28i
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
O Insustentavel modelo da economia Alemã
O segundo recente milagre económico alemão reúne um largo consenso entre economistas e atrai a curiosidade dos políticos em vários continentes. Até o presidente Obama teria manifestado interesse em o estudar. A Alemanha acumulou excedentes externos de mais de 1 bilião de euros na última década. O instituto de análise económica alemão IFO prevê que este ano a Alemanha ultrapasse a China no volume de excedente externo (175 mil milhões de euros) e se coloque como o país líder mundial neste indicador. Mas, paradoxalmente, "o modelo é simplesmente insustentável", diz-nos o historiador britânico Adam Tooze, professor na Universidade de Yale, nos EUA, e considerado um dos principais especialistas em história económica alemã do século XX.
O estatuto de país "excedentário" tem sido visto como um instrumento de poder geopolítico e não é encarado, de modo algum, como uma expressão de importantes desequilíbrios que desestabilizam atualmente a zona euro e a União Europeia e que são uma ameaça para a economia alemã no longo prazo. Essa é a tese de Tooze, autor de "The Wages of Destruction: The Making and Breaking of the Nazi Economy" e encarregado pelo ministério das Finanças alemão de escrever a história da dívida pública alemã durante o Terceiro Reich. "Falamos, recorrendo à moral, das virtudes da exportação e dos vícios dos défices. Mas, num sistema fortemente interligado, como é a zona euro, os dois lados - excedente e défice - estão diretamente conectados", recorda o professor de Yale.
Investimento interno está em mínimos
Com uma agravante: o modelo atual alemão não é uma repetição do milagre alemão do pós-2ª Guerra Mundial nem uma "cópia" dos percursos dos "tigres" do Pacífico. "De facto, o que temos visto desde o ano 2000 não é o regresso triunfante a um modelo historicamente provado. O que estamos a assistir é à sua desintegração e corrupção. Nos anos 1950, o investimento doméstico na economia alemã disparou. A Alemanha não se reconstruiu apenas - transformou a sua infraestrutura", prossegue o historiador para surpresa de muita gente.
Recentemente, a degradação do atual modelo económico alemão foi dupla, aponta Tooze: "Hoje em dia há um nível de exportação elevado. Mas os trabalhadores alemães não ganharam nada de substancial em termos de rendimento numa década. Os lucros estão em níveis recorde, mas, como as empresas alemãs se globalizaram, o investimento saiu da economia alemã. Globalizou-se. O investimento em capital na economia alemã está em níveis mínimos recorde. Desde 2000, o investimento líquido na economia alemã em termos de percentagem do PIB está no nível mais baixo de sempre, historicamente registado, excluindo, naturalmente, o período da Grande Depressão".
Esses são os calcanhares de Aquiles do modelo alemão, diz o historiador económico. Fraquezas estratégicas que são agravadas pela famosa "regra de ouro" da austeridade plasmada constitucionalmente. Esta regra retira flexibilidade na resposta das políticas económicas às circunstâncias. Mais grave, ainda, quando se pretende torna-la uma norma europeia: "Sem dúvida que em federações há boas razões para se adotarem regras orçamentais fortes. Permitem prevenir contra o despesismo e restringir a atuação de atores indesejáveis. Mas estas regras têm de ser desenhadas com inteligência. Devem dar flexibilidade estratégica e não excluir liminarmente a possibilidade de uma política económica democrática inteligente". Além do mais, sublinha o professor de Yale, "há que fazer uma distinção clara entre despesa corrente e investimento". "A despesa corrente deve ser controlada firmemente. Ajustada em função do ciclo económico, ela deve ser coberta pelas receitas correntes. Mas, em contraste, o investimento de longo prazo deve ser financiado por dívida de longo prazo, e sobretudo, como é o caso alemão agora, quando os juros estão muito baixos" [menos de 1% no prazo a cinco anos e pouco mais de 1,5% no prazo a dez anos, tomando em conta a referência do mercado secundário da dívida].
As lições da República de Weimar
A atual doutrina alemã, misturando mercantilismo com austeridade, tem, ainda, uma outra implicação, no plano geopolítico. "Os países excedentários não ganham nada a longo prazo com a sua posição de recusa de cooperação [com os deficitários]. O sistema que permitiu a certos países acumularem excedentes está a caminho do ponto de colapso", refere-nos Adam Tooze.
Uma atuação desse tipo foi trágica na última fase da chamada República de Weimar alemã nos anos da Grande Depressão, recorda o historiador. "Sem cooperação, sobretudo por parte dos países excedentários, um sistema rígido - como era, então o do padrão ouro na Alemanha e é hoje o da Zona Euro - implica uma pressão deflacionária enorme aos membros mais fracos, e isso ainda mais quando os mercados financeiros estão assustados. A principal lição que se tira desse período é que ou se avança na cooperação, ou, então, o melhor é quebrar o sistema de câmbios fixos".
Na altura, a Alemanha era um país deficitário, onde inclusive, na parte final da República de Weimar, o chanceler Heinrich Bruening optou, entre 1930 e 1932, por uma política de austeridade extrema, sendo então injuriado pela população como o "chanceler da fome". A catástrofe económica alemã a que se chegou em 1933 e a intransigência da França sobre as reparações relativas à 1ª Guerra Mundial, catapultaram o partido Nazi para o poder e mergulharam, depois, a Europa em nova guerra. Este é o período da história alemã do século XX em que se devem procurar lições para hoje, chama a atenção Adam Tooze. E não no muito referido período de hiperinflação do início da República de Weimar, entre 1921 e 1924, anterior à Grande Depressão.
As lições da República de Weimar
A atual doutrina alemã, misturando mercantilismo com austeridade, tem, ainda, uma outra implicação, no plano geopolítico. "Os países excedentários não ganham nada a longo prazo com a sua posição de recusa de cooperação [com os deficitários]. O sistema que permitiu a certos países acumularem excedentes está a caminho do ponto de colapso", refere-nos Adam Tooze.
Uma atuação desse tipo foi trágica na última fase da chamada República de Weimar alemã nos anos da Grande Depressão, recorda o historiador. "Sem cooperação, sobretudo por parte dos países excedentários, um sistema rígido - como era, então o do padrão ouro na Alemanha e é hoje o da Zona Euro - implica uma pressão deflacionária enorme aos membros mais fracos, e isso ainda mais quando os mercados financeiros estão assustados. A principal lição que se tira desse período é que ou se avança na cooperação, ou, então, o melhor é quebrar o sistema de câmbios fixos".
Na altura, a Alemanha era um país deficitário, onde inclusive, na parte final da República de Weimar, o chanceler Heinrich Bruening optou, entre 1930 e 1932, por uma política de austeridade extrema, sendo então injuriado pela população como o "chanceler da fome". A catástrofe económica alemã a que se chegou em 1933 e a intransigência da França sobre as reparações relativas à 1ª Guerra Mundial, catapultaram o partido Nazi para o poder e mergulharam, depois, a Europa em nova guerra. Este é o período da história alemã do século XX em que se devem procurar lições para hoje, chama a atenção Adam Tooze. E não no muito referido período de hiperinflação do início da República de Weimar, entre 1921 e 1924, anterior à Grande Depressão.
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Portugal Investment information
"Portugal Economy Probe" é o nome do "site" que será lançado, oficialmente, na próxima semana, no qual passará a estar disponível, em língua inglesa, toda a informação sobre a economia nacional, necessária para dar a conhecer a realidade portuguesa. Esta página, que conta já com vários visitantes, terá como objectivo aproximar os investidores estrangeiros do País.
É uma iniciativa válida e interessante de divulgaçõ da marca " Potugal " no mundo.
Temos de dar a conhecer o nosso pais e o que fazemos e para isso todas as iniciativas são válidas. O mundo da Internet é um excelente meio de comunicação e divulgação que dá aos pequenos uma grande capacidade de divulgação.
Vamos divulgar Portugal e este site que pretende ajudar investidores a apostarem em Portugal.
"Portugal Economy Probe" is the name of the new site that will be available, in english, with information about Portuguese economy, necessary to make investors aware of the Portuguese realaty. This iniciative, already has sevral followers and aims to suplly foren investors with the est information to active invest in business in the country.
É uma iniciativa válida e interessante de divulgaçõ da marca " Potugal " no mundo.
Temos de dar a conhecer o nosso pais e o que fazemos e para isso todas as iniciativas são válidas. O mundo da Internet é um excelente meio de comunicação e divulgação que dá aos pequenos uma grande capacidade de divulgação.
Vamos divulgar Portugal e este site que pretende ajudar investidores a apostarem em Portugal.
"Portugal Economy Probe" is the name of the new site that will be available, in english, with information about Portuguese economy, necessary to make investors aware of the Portuguese realaty. This iniciative, already has sevral followers and aims to suplly foren investors with the est information to active invest in business in the country.
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