Coisas de tontos

Existem várias coisas tontas e menos tontas sobre as quais podemos falar. Aqui vamos falar de muitas. Todos os temas e assuntos são dignos de serem apresentados. Queremos ser um Blog generalista com um pouco de tudo, desde piadas a assuntos financeiros.
Mostrar mensagens com a etiqueta inovação. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta inovação. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 3 de maio de 2016

Porque não um carro Portugues?

Ora aqui está uma pergunta para a qual não consigo encontrar resposta...
Em portugal não existe produção automovel nacional nem de motos. Estas existiam antigamente e tivemos alguns casos de fabrico de veiculos com sucesso noutros tempos em portugal.

Li esta noticia em jornal de negocios e o artigo deu-me que pensar.
"
Emanuel Oliveira, estudante da Universidade de Aveiro, desenvolveu um microcarro que parece um crustáceo e promete fazer frente aos “papa-reformas”. Assim a indústria nacional queira segurar este volante.
Frente do E01

Chama-se E01 e quer trazer rapidamente o futuro para as estradas portuguesas. "Assim da indústria nacional surja uma mão para segurar este volante", desafia a Universidade de Aveiro (UA), onde Emanuel Oliveira, estudante do Mestrado em Engenharia e Design de Produto, desenvolveu um microcarro que "de pequeno tem apenas as dimensões".
Inspirado nas estruturas naturais, o E01 foi desenhado "para fazer concorrência aos carros eléctricos e valorizar a percepção dos microcarros". O seu exterior, "tal como os crustáceos, é constituído por partes que formam um elemento único, que é ao mesmo tempo a carroçaria e o chassis que envolve e sustenta todo o interior do veículo", descreve a UA, em comunicado.
Com capacidade para quatro pessoas "e preparado para ser produzido com o mínimo de material possível para o máximo de rigidez estrutural", o E01 é resultado da tese de mestrado de Emanuel Oliveira e valeu-lhe um 19.
De acordo com a UA, a grande novidade do E01 passa pela aposta na inovação estrutural do veículo. Nos métodos aplicados actualmente pela indústria automóvel, aponta o estudante, "a componente estrutural encontra-se absorvida por elementos que a disfarçam ou a ocultam e cuja complexidade de montagem se reflecte nos custos de produção".
Adicionalmente, em resultado da análise da evolução histórica desta tipologia de veículos e do mundo envolvente, "são facilmente detectados alguns indícios de mudança na forma de se conceberem as estruturas, como, por exemplo, nas obras arquitectónicas de Zaha Hadid, ou nos produtos desenvolvidos por Ross Lovegrouve".

Com quase 2,5 metros de comprimento por 1,60 de altura, o E01, sustenta ainda UA, "contraria a tendência dos carros com estas dimensões que o mercado já tem à disposição e que são pautados, na generalidade, por formas bastante regulares e rectilíneas".
Assim, e "no seguimento de algumas abordagens que começam a surgir sobretudo na arquitectura, a inspiração nas soluções apresentadas por elementos naturais no E01, apelidadas de biodesign, resulta num veículo onde a estrutura assume um papel preponderante na morfologia final, ou seja, aquilo que é conhecido como chassis passa a fazer parte da ‘casca’ que o compõem, estando exposto".
O microcarro desenhado na UA "apresenta assim uma grande versatilidade de uso pouco recorrente actualmente no mercado, em veículos com as mesmas dimensões", desde "a possibilidade de transportar quatro pessoas ao rebatimento dos bancos traseiros".
Com abertura em sistema de "tesoura" das duas portas laterais, o desenho final do E01 resultou num veículo onde os painéis do guarda-lamas frontais e traseiros, capô e portas "provocam uma sensação de flutuação, criando um dinamismo" que Emanuel Oliveira diz não se encontrar nos possíveis concorrentes de mercado.

Preço, segurança e versatilidade são oportunidades para o E01
"A concorrência neste segmento de mercado é forte, dado que existem propostas como o Smart Fortwo, o Renault Twizy e os próprios microcarros, mais informalmente conhecidos como papa-reformas", aponta Emanuel Oliveira.
Porém, ressalva o jovem designer formado na UA,"todos apresentam falhas, ora pelo elevado preço, ora por razões de segurança e versatilidade de uso, ou até mesmo questões estéticas, sendo também estes alguns dos pontos onde se encontraram as oportunidades" para o desenvolvimento do projecto do E01.
Em termos de motorização, o E01 "está pensado para recorrer a um motor eléctrico, onde a potência é transmitida às rodas traseiras, como o posicionamento das baterias no chão do veículo, melhorando desta forma a o seu desempenho, performance e comportamento em utilização".

Concebido o microcarro, terá o E01 "rodas" para ser industrializado? "Um dos objectivos a longo prazo desta investigação era precisamente a viabilização da mesma", reconhece Emanuel Oliveira, realçando que em Portugal "não faltam os muitos clusters tecnológicos dedicados, entre outros aspectos automobilísticos, à produção de componentes para veículos, e que podem convergir para a produção do veículo"
Neste caso, "será necessário investimento financeiro, sendo que o ‘know how’ está assegurado não só por esta investigação, bem como por outras de diversas áreas dentro deste tema, e ainda pelos profissionais que integram esta indústria, pretendendo esta investigação dar algum contributo adicional", conclui este jovem empreendedor.
Desenhado por Emanuel Oliveira, o projecto E01 foi orientado pelos docentes da UA Paulo Bago de Uva, do Departamento de Comunicação e Arte, e João Oliveira, do Departamento de Engenharia Mecânica.
"

Este carro a partida até tem um design bastante interessante a apelativo.
E os papa reformas que andam na estrada são das coisas mais horríveis que existem a circular. 

Vista de cima de um E01

Então porque esses carros tem sucesso e este não? Simples, pelo preço e comodidade.
Esses "carros" não precisam de carta para serem conduzidos, apenas carta de moto, são simples e realizam a sua função com eficiência e são baratos. 

Se em Portugal alguém conseguisse pegar nisto e criar um industria de produção de carros com as premissas acima, acho que estávamos em condições para ter um sucesso nacional. Assim haja vontade.
Por mim até eu tinha 1 nem que fosse pela conveniência.

Assim houvesse coragem e audácia para essa iniciativa e poderíamos estar na vanguarda do desenvolvimento e ter produção nacional com qualidade e funcionalidade.

Tal como o fazemos em outras áreas como por exemplo da cortiça com um Hotel inovador.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Primeiro Hotel de Cortiça do Mundo em Evora

O primeiro Hotel completamente revestido a cortição está localizado em Evora. É claro que sendo Portugal um dos paises com maior produção e uso de cortiça não poderia ser de outra forma.



Hotel Ecorkhotel

O Ecorkhotel, Évora Suites & SPA é um novo conceito de hotel ecologico baseado no uso da cortiça como material de construção bem como outros materias facilmente obtidos e naturais da região alentejana.
O Ecorkhotel fica na periferia da cidade de Évora e é o primeiro hotel do mundo com um revestimento de cortiça. Inaugurado este mês, o projeto de hotelaria tem em conta a preocupação ambiental e apresenta uma nova forma de aproveitamento das energias alternativas.

O "eco-hotel" de quatro estrelas utiliza a energia geométrica e a energia solar para o aquecimento do edifício principal, para as piscinas e para o abastecimento de água do hotel.

Este é "um projeto inovador e diferente", que teve em conta "preocupações ambientais" na sua construção e que está pensado para obter "a máxima eficiência energética", explicou à agência Lusa Miguel Rosado da Fonseca, administrador da sociedade promotora.
 

"Vamos também ter painéis solares fotovoltaicos para produzirmos metade da energia elétrica que precisamos", adianta o responsável. A construção do hotel foi feita com o apoio de fundos comunitários e constitui um investimento total de sete milhões de euros.

Cortiça é isolante térmico e acústico
 
Todo o exterior do Hotel é revestido a cortiça, algo inedito no mundo. A cortiça "não leva qualquer produto químico" e atua como "isolante térmico e acústico", disse Miguel Rosado da Fonseca, que adianta que o mesmo tipo de revestimento foi utilizado nos pavilhões de Portugal na Expo 2000 em Hannover e na Expo 2010 em Xangai.

Além da aposta na eficiência energética, o administrador destacou que, na construção do hotel, existiram ainda "preocupações ambientais" e que "foi feito um esforço para se usarem materiais" que existiam na zona de Évora.

"Em vez de vir de outros sítios, a pedra que existia no próprio terreno foi britada e utilizada na construção" para contribuir para a "diminuição da pegada ecológica", exemplifica.

O Ecorkhotel tem 56 suites independentes com uma área de cerca de 70 metros quadrados cada, terraço, um quarto, uma sala e casa de banho. O hotel fica a cerca de quatro quilómetros de Évora, rodeado de sobreiros, azinheiras e oliveiras.

Uma boa opção para conhecer o Alentejo e relaxar na paisagem placida alentejana com um alojamento de alta qualidade situado no meio de sobreiros, azinheiras e oliveiras centenarias.


Quatos Ecorckhotel

Piscina do Ecorkhotel


Este hotel de quatro estrelas tem uma piscina exterior, um SPA bem como todos os outros serviços "normais" num hotel desta categoria. Internet Gratis é um plus e sem duvida que o design e arquitetura são uma pedrada no charco do Alentejo. No Restaurante - Cardo, a cargo do chefe Gonçalo Queiroz, poderá usufruir de uma gastronomia alentejana com um toque de sofisticação.


Comida Alentejana Gourmet